Primeiras impressões de Life Sentence - Nova série de Lucy Hale


Life Sentence, traduzido literalmente como Sentença de Vida, narra a história de Stella Abbott (interpretada por Lucy Hale) uma jovem adulta que durante muitos anos de sua vida lutou contra o câncer, devido à sua doença a família de Stella incentivou-a viver cada dia como se fosse o último, ela foi em todas as festas que podia, teve o máximo de experiências que conseguiu, desde andar de patins até pular de paraquedas e viajar para a França, onde se apaixonou por um jovem chamado Wes e logo se casou com ele. Porém seis meses após seu casamento Stella recebe a notícia de que o estudo experimental clinico do qual participava teve efeitos positivos e curou seu câncer. A série a partir daqui passa a explorar os sacrifícios que a família fez por Stella e as consequências disso. 
 Os membros da família Abbott são: Peter e Ida, os pais da Stella, Aiden, o irmão mais velho que ainda mora com os pais, e Elizabeth, a irmã mais velha, a qual é casada com Diego e tem um casal de gêmeos. Ao longo dos oito anos nos quais a Stella esteve doente cada um desses membros fez o máximo que podia para criar uma bolha de proteção ao redor da garota. Agora essa bolha onde a vida é perfeita e tudo é lindo estourou e Stella começa a ver que na realidade as coisas não funcionam tão bem quanto sua família tentava demonstrar para ela.
Life Sentence encaixa-se no clássico padrão sitcom que explora dramas familiares com humor, porém a série consegue escapar bem dos clichês clássicos que assombram as comédias familiares. Começando pelo simples fatos de não usar risadas ou outros efeitos sonoros como palmas ou assovios durante os episódios. Um outro fator que chama a atenção no seriado é a trilha sonora com músicas não tão conhecidas, mas muito bem selecionadas e que tendem a se encaixar muito bem.
Porém o que realmente me cativou na série foi a humanização dos personagens, os quais no primeiro episódio apresentam os clássicos papéis da família americana burguesa e estereotipada em seriado, o pai provedor da família e trabalhador, porém emocionalmente distante, a mãe amorosa que não trabalha e têm como sentido da vida cuidar dos filhos, o irmão mais velho que não cresceu e ainda mora com os pais, sem empregos e sem responsabilidades, são apenas alguns dos exemplos de arquétipos de personagem que você pode encontrar em Life Sentence e em outros trilhões de série. No entanto a série quebra muitos destes estereótipos, os personagens não ficam presos em seus moldes, eles evoluem muito rápido e apresentam discussões significativas sobre aspectos da vida que tangem a realidade concreta. Sendo assim, apesar dos inúmeros clichês que o seriado cai, ele também apresenta uma importante diferença de muitas comédias de sucesso: Ela não é forçada e tem poucas piadas. Life Sentence apresenta a realidade de uma família, como ela é e com um toque de humor.


Por fim, vale a pena lembrar que apesar do seriado ter começado esse ano (2018) ele já está completo, seu cancelamento foi anunciado em Maio e portanto não terá uma segunda temporada. O que a primeira vista pode parecer ruim, mas também impede o roteiro da série de desandar e virar algo que continua sendo renovado apenas porque faz sucesso e dá dinheiro para emissora, como acontece tantos outros seriados que já perderam a graça e continuam sendo renovados.

7 comentários:

  1. Oi! Ótima indicação, estou precisando, realmente precisando! Como sempre fico assistindo séries antigas que já assisti, mas tenho me aventurado ultimamente... Só não sei se estou preparada para assistir algo que não terá continuação... me apego muito fácil (Cancelamento de Lucifer, ou não cancelamento, já está acabando com meu emocional!) Mas vou pensar com carinho na dica, terei algumas horas livres à noite e pretendo aproveita-las bem!

    Beijos

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    1. Olá! Lúcifer realmente deixará saudades, mas acho que tem um lado bom em ver algo que o fim já está marcado, dá uma sensação de fechamento que nem sempre é possível com seriados.

      Abraços!

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  2. Nossa, eu dei uma desligada do universo das séries. Cansei um pouco. Não me lembro se antes era assim ou se é apenas o momento, mas existe um milhão de séries no universo. kkkkkkkkkkkkk
    Dessa eu ainda não tinha ouvido falar, mas gosto do ator que fez um seriado que eu gostava (esqueci o nome) e que ele interpretava um cirurgião plástico e fez também o filme 'a casa do lago' que eu amo.
    EU prefiro séries que acabam prematuramente que aquelas que continuam, como Castle que teve oito fatídicas temporadas. Na última, eu desejei que tivesse acabado na quarta porque depois disso desandou e ficou horrível, com ou outro episódio bom apenas. aff
    bacio

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  3. Não conhecia a série, mas pela sua resenha me parece cativante. Dramas familiares vistos sob um ponto de vista mais leve e com um toque de humor é sempre uma boa pedida.

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  4. Eu estava com medo da série exatamente por cair em clichês e ficar presos neles, mas fiquei feliz ao ler sua resenha. Vou colocar na listinha para assistir, pois amei a premissa.

    Ah, amei o toque final do último paragrafo, pois sou realmente militante da causa de não ficarem revogando séries apenas porque está dando certo e acabarem com ela. Obrigada por me entender. Beijos, haha.

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  5. Essa série é meu novo amorzinho. Vou para o episódio 10. Ela é leve, simples, mas cheia de lições de vida e de família. Adorei ter assistido! Agora estou ansioso pra ver como irá terminar.
    Bom final de semana!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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  6. Ainda não tinha nem ouvido falar dela...

    Se quiser participar, estou sorteando alguns livros lá no blog: http://www.cobaiaamiga.com/2018/05/sorteio-de-livros.html

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