3 Séries de Ficção Científica para explodir a sua cabeça

Ficção científica é, na minha opinião, o gênero mais inovador que existe, é possível arriscar no roteiro, nos cenários, brincar com a realidade, com o espaço e principalmente com o tempo.

https://www.syfystore.com/media/catalog/product/cache/5/image/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/1/2/12monkeys_thewitness_poster_rollover.jpgA minha primeira indicação de série é 12 Monkeys, traduzido literalmente como 12 macacos. Atualmente em sua quarta e ultima temporada a série de 2015 é baseada no filme homônimo de 1995, que por sua vez é inspirada no curta francês de 1962  La Jetée. O seriado acompanha o protagonista James Cole vivendo em uma terra pós-apocaliptica no ano de 2043, onde é encontrado pela cientista Katarina Jones e inserido por ela em um projeto de viagem no tempo com a missão de voltar ao ano de 2015 e impedir a liberação de um vírus que até o ano de 2017 mata 7 bilhões de pessoas no planeta. Parece batido não é? Então lá vem a parte de explodir a cabeça... Em 2015 vive a virologista Cassandra Railly, no ano de 2043 Jones encontra uma gravação desta mesma virologista citando o nome de James Cole, demonstrando assim um loop temporal. (MIND BLOWN GIF). A série apresenta jogadas bem pensadas com viagem temporal, explicações e lógicas razoáveis para explicar com funcionam as viagem e o melhor de tudo, uma conspiração arquiteta pelo exército dos 12 macacos e por seu misterioso líder, a testemunha.
 
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Como segunda recomendação: Carbono alterado, série original do netflix baseado no livro homonimo de 2002. A série gira quase que inteiramente ao redor de um único conceito, o armazenamento de consciência. Dentro do universo da série cada pessoa possui um cartucho na base do crânio, caso esse cartucho não seja danificado e o corpo do indivíduo morra é possível transferir a sua mente para um outro corpo, ou para uma cópia orgânica do corpo anterior. Caso a pessoa não deseje transferir sua consciência para outro corpo, não tenha dinheiro para compra-lo, ou seja proibida por sua religião, sua mente é colocada em uma forma de armazém. No entanto também é possível fazer um back-up do seu cartucho em outro, então caso a sua consciência seja destruída ou danificada é possível restaurar a sua mente para uma "versão anterior", perdendo as memórias existentes entre a data de back-up e a data da perca total do cartucho. A história acontece no ano de 2384 onde Takeshi Kovacs tem a consciência reinserida em um corpo após sua mente ter ficado presa por 250 anos, ele recebe a opção de ficar preso pelos crimes que cometeu no passado ou ajudar a solucionar o assassinato de Lauren Bancroft, um homem rico que utiliza os cartuchos para continuar vivo de forma imortal, porém teve o seu cartucho danificado enquanto estava totalmente isolado em sua casa tendo de restaurar a sua mente para uma versão anterior, perdendo assim qualquer memória do dia de seu assassinato.


 A possibilidade de transferência e copiar a consciência é vastamente explorada dentro do seriado, ainda que o enredo tenha iniciado com o assassinato de Bancroft há diversas histórias paralelas à principal, o passado do próprio Kovacs, os membros da família do Bancroft são bem explorados e a co-protagonista da série, a investigadora Ortega, é uma mulher forte e uma personagem bem desenvolvida. Carbono alterado vai além da ficção científica, traz cenas e diálogos que possibilitam reflexões éticas e morais, toca em assuntos importantes para a psicologia e para a neurologia.
Por fim Westworld! A série da HBO lançada no ano passado e inspirada no filme homonimo de 1973 possui uma premissa razoavelmente simples, no futuro há uma espécie de parque de diversões temático do velho oeste, chamado WestWorld. Há dois tipos de indivíduos nestes parques, os anfitriões (hosts em inglês) e os convidados (guests). O único detalhe é que os anfitriões são robôs orgânicos super realistas cujo único papel é servir de entretenimento para os convidados, os quais por sua vez são pessoas ricas que vão ao parque para serem quem realmente querem ser. Os anfitriões não podem machucar os convidados, seus tiros por exemplo não os machucam, no entanto os convidados podem machucar os anfitriões. Os anfitriões não têm consciência de que são robôs, cada um deles tem um tipo de consciência, uma história de vida, família, amigos e rotinas e portanto o parque possui histórias que se desenrolam sem a interferência dos convidados, um assalto ao banco, uma família que faz colheita. Os convidados podem interagir com esses histórias e seus personagens da forma que melhor entenderem, podem tanto tentar impedir o assalto ao banco, como auxiliar os assaltantes ou simplesmente fazerem nada. O seriado acontece em diversas frentes, temos o grupo de personagens que são robôs vivendo suas vidas, alguns mostrando sinais de auto consciência, outros não. O grupo de personagens humanos que estão no parque, como o homem de preto que busca um segredo escondido por um dos falecidos criadores no centro de westworld e não se importa em matar os anfitriões; ou o jovem william que está visitando o parque pela primeira vez e vê os anfitriões como humanos. E temos o grupo de personagens responsáveis pela administração e manutenção do parque. No entanto o interessante sobre a série não é o que acontece, mas a forma como acontece, a interação entre os diferentes grupos de personagens e as reviravoltas no enredo.


Westworld possui dezenas de citações e referências ao teatro, desde a frase de Shakespeare "Prazeres violentos têm finais violentos" repetida inúmeras vezes, até a forma como a história se desenvolve, em episódios que oscilam entre 50 minutos e 1 hora e 15, lentos e cheios de monólogos. Com roteiro de Jonathan Nolan (responsável por Interstelar, Amnesia)  e Lisa Joy; e J.J. Abrams (Star Wars 7; Star Trek 2009) como produtor Westworld apresenta um mundo bem construido, personagens esféricos que não se resumem ao bem e ao mal, ao certo e ao errado.

Essas são as minhas três recomendações de séries de ficcção científica para explodir a sua cabeça. espero que tenha gostado!

2 comentários:

  1. Amo Westworld, mas ainda não vi a segunda temporada.
    Boa semana!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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  2. Adoro ficção científica e estou com todas as séries que acompanho em dia. Fiquei tentada em começar a ver pelo menos uma dessas, são não decidi qual ainda rs.

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